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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Historico da criação de Lins


A origem
Iniciava-se o século xx, no local onde tudo era sertão, a terra virgem, a mata fechada, a flora e fauna ricas em espécies, corria manso e sereno, com suas   águas cristalinas, um córrego denominado “brumadinho” (muitos assim o chamavam), posteriormente - chamado “douradinho” e finalmente “campestre”. O povoado de lins nascia com os nomes de douradinho (brumadinho), campestre, santo antônio do campestre, depois albuquerque lins e finalmente lins.  Lins surgiu no cruzamento de uma trilha de índios localizada nas proximidades dos rios tietê e dourado e a estrada de ferro noroeste do brasil. As paralelas cintilantes que eram os trilhos da estrada de ferro chegavam por estes lados trazendo os homens e suas gentes cortando as matas com seu destino já traçado pelo marechal rondon, rumo ao mato grosso. Desde o nascer desta terra generosa e boa, imperou o amor e o bairrismo pelo torrão que emergia da mata. De elevado espírito religioso, tratavam desde logo os primitivos moradores, dentre aos quais destacamos: cel. Manoel francisco ribeiro, capitão joaquim carlos ribeiro, josé do rego viveiros, manoel lourenço ribeiro, francisco josé ribeiro, josé noronha ribeiro, cel. Joaquim toledo piza e almeida, francisco teófilo de andrade, frederico m. Costa, amâncio nogueira, francisco veloso martins, cel. João pedro de carvalho júnior, joaquim de godoy, fortunato hena, joaquim barbosa de morais, amâncio de assis nogueira, egídio galleti, domingos de matos guedes, antônio marques castanheira, dona amélia marques castanheira (primeira parteira de lins), antônio seabra (primeiro professor), etc. A fé e o espírito daqueles primórdios, os bandeirantes desta terra, resultou no surgimento de um aglomerado de toscas casas, a maioria de pau-a-pique, cobertas de zinco ou da própria vegetação local, ao redor da estação de campestre.

FUNDAÇÃO DO POVOADO

Desde o ano de 1906, o fazendeiro Manuel Francisco Ribeiro, que tinha grandes extensões de terra em São Sebastião de Pirajuí (hoje Pirajuí), já andava por estas paragens atrás de farta caça e pesca. A partir de então várias famílias aqui se estabeleceram (Ribeiro Noronha, Moreira da Costa, Toledo Piza, Carvalho, Andrade, Assis Nogueira, etc.), fundando o patrimônio de SANTO ANTÔNIO DO CAMPESTRE. Em 16 de fevereiro de 1908, o então Presidente da República, senhor Afonso Penna, acompanhado do Engenheiro Conde Paulo de Frontin (Inspetor da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil), visitou a região para proceder a inauguração da 20ª seção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, compreendendo as Estações de Monjolo (Presidente Afonso Penna, hoje Cafelândia), onde almoçou, a Estação de Hector Legrú (hoje Promissão), chegando até Miguel Calmon (hoje Avanhandava). Por motivos imperiosos e alheios à sua vontade deixou de seguir viagem, com a comitiva do Presidente, o Major Manoel Joaquim de Albuquerque Lins, então Presidente da Província de São Paulo (sendo representado pelo Deputado Luiz Toledo Sobrinho). Naquele mesmo dia, 16 de fevereiro de 1908, a estação da via férrea, km 152, recebeu o nome de “ALBUQUERQUE LINS” em homenagem ao Presidente da Província. João Noronha Ribeiro, Virgílio Noronha Ribeiro (descendentes do Cel. Manuel), construíram as primeiras casas de tábua no decorrer do ano de 1911, aqui chegando neste mesmo ano, Frederico Moreira da Costa. O Cel. João Pedro de Carvalho veio em 1912, juntamente com sua esposa Dona Sózima Andrade de Carvalho, sendo ela mais tarde, Presidenta da Legião Brasileira de Assistência,seção de Lins, criando ainda o Patronato Anita Costa, ambos paulistas, proprietários de uma gleba de terras, colaboraram decisivamente no progresso ascendente de Lins, juntando-se aos que aqui antecederam, e a outros tantos que viriam sucessivamente. Transcorria o ano de 1913, quando aqui se estabeleceu o Cel. Joaquim de Toledo Piza e Almeida, e sua esposa, Dona Maria Augusta de Souza Piza. Foi doada pelo Coronel uma gleba à Municipalidade de Bauru, anexa à Estação de Albuquerque Lins, para que se estabelecesse o núcleo de uma povoação.

CRIAÇÃO DO DISTRITO

Criou-se o Distrito de Albuquerque Lins, transferido em 1914 para o município de Pirajuí. Em 30 de dezembro de 1913, o Doutor Carlos Augusto Pereira Guimarães, Vice-Presidente do Estado em exercício, promulgou o Decreto Lei Estadual nº 1408, criando o Distrito de Paz de Albuquerque Lins, com sede no povoado da estação do mesmo nome, da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, no município de Bauru. Tudo se passou muito rápido, era o fim da 1ª Guerra Mundial, nossa Lins, pujante, resfolegava em progresso, rumo a sua emancipação política.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO

Em 27 de dezembro de 1919, através do Decreto Lei Estadual nº 1708, o Distrito é elevado à categoria de Município, com a denominação de Albuquerque Lins, desmembrado do município de Pirajuí. Sua instalação verificou se em 21 de abril de 1920.  Em 29 de dezembro de 1926, através do Decreto Lei Estadual nº 2182-A, o município de Albuquerque Lins teve seu nome alterado para LINS.

ORIGEM DO NOME 

A Estação de CAMPESTRE, da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), fazia parte das Estações de Presidente Penna (hoje Cafelândia), Hector Legrú (depois Avanhandava), Miguel Calmon (hoje Avanhandava) de um grupo de quatro Estações que foram oficialmente entregues ao Governo Federal em 16 de fevereiro de 1908, quando o Presidente Afonso Penna veio pessoalmente inaugurar mais um trecho da Estrada de ferro. Foi o primeiro Presidente da República a visitar a Zona Noroeste, percorrendo a NOB até a Estação que recebeu o nome Presidente Penna (hoje Cafelândia), substituindo o anterior que era Monjolo. E, como nesse dia memorável se cogitasse do importante problema de mudar nomes de Estações, deliberou-se também que fosse mudado o de CAMPESTRE para ALBUQUERQUE LINS, em homenagem ao político Manoel Joaquim de Albuquerque Lins, figura de relevo na história republicana de São Paulo.





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