ANALFABETISMO CIENTÍFICO OU DESPRIVILÉGIO DEMOCRÁTICO?
As crianças exploram cientificamente o ambiente à sua volta, virando, abrindo, cheirando, mordendo. E nós, adultos, evitamos que esses estímulos de curiosidade se revelem.
Vivemos em um mundo cada vez mais impulsionado pela ciência e dependente da tecnologia. Da água que bebemos ao jornal que lemos, nas atividades mais banais e nas mais sofisticadas, a nossa vida está atrelada à capacidade científica da humanidade. Sem nem mesmo perceber, obtemos conforto e praticidade por meio dos avanços científicos, mas também geramos pressão e degradação sobre o meio ambiente. Essa dupla ignorância, tanto da origem do benefício quanto da geração do problema, ocorre devido à falta de incentivo que recebemos ao longo de nossas vidas no que diz respeito à alfabetização científica.
Diferente do estereótipo “einsteiniano” que a maioria das pessoas tem do cientista e da ciência, ela é simplesmente a curiosidade humana moldada na forma de raciocínio, uma maneira única que temos de interrogar o universo frente à falibilidade da compreensão humana. O cientista, por sua vez, não é nada mais que uma pessoa curiosa que busca entender as questões pertinentes ao universo que o cerca por meio do ceticismo e da experimentação. Todo esse processo de curiosidade, experimentação e descoberta é algo fundamental em nossas vidas e está presente em nós desde o nascimento.
Títulos que proporcionaram crescimento.
- Eclesíastes
- O Pêndulo de Foucauld
- Kon Tiki e Eu
- The Ilustrated Man
- Dom Quixote de La Mancha
- O Nome da Rosa