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Lins, São Paulo, Brazil
Livre Pensador, interessado em estimular o pensamento e o questionamento. Nunca se cansando de perguntar - por que?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011


Tunel do Tempo 
Dizem, algumas pessoas, que quando um homem está nos últimos instantes de vida, tenha ela durado o tempo que durou, invariavelmente ele pensa em sua mãe. Alguns até chegam a dizer, que suas últimas palavras, ou seu último desejo de dizê-las, é para chama-la. Mãe.
No tocante a vida, muitas conjecturas há, na tentativa de explicar; seu inicio, seu transcorrer, seu fim, e especialmente o pós-fim. O que será que acontece depois?
Quantas pessoas já se fizeram tal pergunta. Quantas páginas foram escritas para tentar entender o pós-vida.
Recentemente, ouvi uma ponto de vista à respeito, e ainda não encontrei razões para discordar.
A vida, é como se fosse uma estrada. Viajamos por ela e o livre arbítrio nos permite desfrutar da paisagem, apreciando-a, ou passar por ela ser mesmo vê-la, quiçá, aproveita-la. Se viajamos com calma, cuidadosa e prudentemente, viajamos longe e podemos apreciar a paisagem, desfrutando do que ela nos oferece de melhor, e guardando sempre na memória as recordações dos melhores momentos da viagem.
Se a nossa viagem é atribulada e só temos tempo para pensar em dirigir e ter o melhor veículo, pouca chances temos de apreciar a paisagem que a estrada da vida nos oferece, e freqüentemente, passamos pela paisagem da estrada, sem nos darmos conta que ali havia uma paisagem linda.
Quer ver um exemplo de paisagem linda ? Nossa casa paterna, nossos pais, nossa companheira ou companheiro, nossa casa, nossos filhos, o crescimento deles, seus desenvolvimentos na escola e por aí afora vai um sem-número de maravilhosas paisagens da vida, que só passamos por ela uma única vez, pois que o carro que nos conduz nesta estrada, não tem marcha-a-ré, e a estrada não tem retorno.
Alguns detalhes da paisagem, muitas vezes passam desapercebidos, veja; você consegue lembrar-se daquela ocasião, em você teve medo, e sua mãe, olhou para você, e a força e o amor nos olhos dela fez com o medo desaparecesse ?
E você vai viajando pela vida e decidindo a cada quilometro (ou dia) de que forma viaja (ou vive). E vai passando sempre por novas e inusitadas paisagens, e decidindo se as aprecia, ou passa por elas sem prestar atenção.
É o Livre Arbítrio. O Senhor dos Mundos nô-lo deu. A Divindade Suprema nos dotou desta capacidade, como uma incomparável forma de liberdade, em que podemos decidir inclusive, de que forma fazemos a nossa viagem. Se bem ou mal. Se colocamos como nossos parceiro de jornada, boas ou más companhias, se às vezes fazemos uma parada na experimentação da viagem, e enquanto o carro roda (porque este carro da vida jamais para) ficamos sem nos dar conta de tudo que passa, e do que se passa, e do que se trata. Ficamos alijados em algum grande desvio de traçado provocado por alguma coisa que nos deixa alienados da realidade da viagem. É o Livre Arbítrio. A Suprema Divindade nos concedeu.
De repente, a um certo momento da viagem a paisagem desaparece, a margem da estrada fica escura, tudo fica escuro! Você entra em um túnel escuro e tudo o que você tem, é a memória da paisagem que passou. Você apenas sabe que a estrada passou e chegou à um túnel. E você não sabe que estrada vem pela frente. O túnel é escuro. E você nem sabe se vem estrada pela frente. O túnel é muito escuro.
De repente aparece uma luz no fim do túnel. E esta luz vai-se alargando e ficando mais clara e você começa a vislumbrar que a estrada continua do outro lado.
E você começa a se dar conta que a estrada é contínua, não se acaba, e você então começa a sentir-se aliviado, porque a estrada continua.
Então, o túnel acaba, e de fato a estrada está toda lá.
Mas é diferente da estrada anterior! Esta é muito mais macia, não tem buracos, não tem curvas, e mais: seu veículo trafega sem atrito, sem ruído. A viagem é toda fofa, macia calma. Na verdade você percebe que está viajando sem veículo. Você viaja por si só, e por si só é capaz de trafegar por esta nova estrada, ou melhor por este novo trecho da mesma estrada.
Uma coisa é nova; antes você não conseguia ver este cordão umbilical que - você sabe agora - sempre esteve aqui, e você nunca o tinha visto. É um cordão brilhante, como se fosse feito de prata liqüefeita, e ainda assim compacta, densa e solida, indissolúvel e indissociável de você. E você percebe que aquele cordão umbilical, sai de você e vai até uma incomensurável fonte de energia, uma central de energia radiante, cujo tamanho, brilho e beleza, são absolutamente inimagináveis.
E você então tem consciência. Você deixou aquele veículo, aquela casca fedorenta e está no plano etéreo e conectado à Divindade Suprema. Como sempre esteve aliás. Mas nunca se deu conta.
E então você segue a sua viagem, enviando através do seu cordão umbilical todas as informações que trouxe da sua viagem, e recebendo através do seu cordão umbilical todos os esclarecimentos que necessitava sobre a sua viagem.
Se a sua viagem foi boa, sua paisagem foi apreciada, seu roteiro foi compartilhado; só bons momentos, recordações e esclarecimentos correrão através do cordão, indo e vindo.
Se a sua viagem foi atribulada, não foi compartilhada, você se alienou, viajou longo trecho ser se dar conta, não deu carona a ninguém, e quando deu, jogou o carona no porta-malas sem o menor cuidado. Então, muitas explicações deverão ser dadas, só preocupações serão compartilhadas, e o cordão ficará congestionado de mal-estar indo e vindo.
Mas você continua a viagem, e mesmo sem ter boas coisa a contar, sua chance de viajar naquela estrada existe, e esta nova chance lhe é concedida. Não deixe de observar agora.
Então, a Divindade Suprema lhe oferece um novo roteiro. E você aceita, ou não. E um novo veículo lhe é oferecido. E você aceita, ou não. É o Livre Arbítrio.
Se a sua viagem anterior foi ótima, ótimo! Você saberá apreciar ainda melhor o novo trajeto. Desfrute.
Se a sua viagem anterior foi ruim, tudo bem, aproveite agora.
E novamente você entra no túnel, e novamente aquela aflição de não ver nada, de não saber de nada, de não prever nada, e ...
Luz de novo, e a estrada de novo.
Mas este novo veículo ainda está com o motor ruim. Falta amaciar, o combustível é fraco. Puxa!
Só uma coisa é boa, só uma coisa é agradavel. São os olhos desta pessoa que te abraça, voce reconhece aqueles olhos. Embora esteja olhando para eles pela primeira vez, voce tem certeza que os conhece. Este imenso amor que voce percebe a sua volta, este enorme carinho, vem dela. São os olhos de sua mãe!
É dela este colo aquecido e protetor. É sua mãe, e com certeza é uma extensão da Divindade Suprema.
Está tudo bem. Nada pode ser ruim se ela está por perto. Até seu veículo já melhorou! Já esta funcionando melhor. E voce tem certeza de uma coisa. Se seu veículo falhar, não vai ter problema, Sua mãe está segurando você.
Olhe os olhos dela! ...
Tantos caminhos percorridos, e de novo aquela estrada. A continuação dela. Paisagens a ver novamente, oportunidades de novos conhecimentos, novos lugares, novos companheiros de viagem, novos caronas. Cuidado desta vez! Se na anterior você deu carona a pessoas erradas! Cuidado também para não colocar sua carona no bagageiro. Faça a melhor viagem possível. Não precisa correr feito doido. Vá com calma, aprecie o trajeto, aprecie a paisagem. Não se esqueça de observar agora com cuidado os olhos da sua mãe. 
Afinal,  esta é a sua primeira viagem ?  Ou será que é a última?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Finados


Vamos combinar...
Amanhã é dia de finados, dia dos mortos.
Para grande parte dos mortos que amanhã vão receber atenção, será que recebiam tanta atenção enquanto estavam vivos?
Será que a atenção que lá vai ser dada é destinada aos mortos, ou um atrativo para os que lá vão ???
Tristemente, esse dia é usado para tantos interesses paralelos.
Estou certo, que muita gente vai ao cemitério não só no finados, mas em dias comuns, e realmente lamenta a ausência daqueles que não estão mais aqui em sua companhia. Mas muita gente vai ao cemitério – no finados – para ver e ser visto por outros que vão lá.
Será que adianta reverenciar os mortos e tentar matar os vivos?
Será que é legal acender velas, rezar, ficar com cara de triste, e em seguida furar os olhos dos que estão vivos ?
Sim, porque é isso que acontece com uma esmagadora maioria. De manhã no cemitério fazer aquilo tudo, e em seguida aproveitar-se de todas as formas dos mais inocentes. Seja no comercio, nas relações e em tudo o que for possível obter vantagem dos incautos.
É a falsidade estabelecendo moradia no coração das pessoas.
Vamos sim, reverenciar os nossos entes queridos que estão na companhia do Senhor dos Mundos, com um sentimento mais nobre. Vamos sentir saudades deles, da sua presença querida, de suas palavras, de seu jeito particular de ser, e que nunca mais será visto.
Mas não vamos sentir tristeza, pois eles estão em uma plano mais elevado que o nosso. Cumpriram sua missão neste plano, e ascenderam, subiram.
Não vamos usar este sentimento, para fazer divulgação da nossa dor no cemitério.
Já é tradição. Dia 2 de novembro vamos ao cemitério.
Mas, cuidado!
Vamos lá com um sentimento nobre.
E vamos reverenciar nossos mortos, não apenas no dia 2 de novembro, mas todos os dias.

1102\11\20 navio

segunda-feira, 31 de outubro de 2011


SABEDORIA x ERUDIÇÃO

Um homem morreu. Possuía 17 camelos e 3 filhos.
Quando seu testamento foi aberto, dizia que a metade dos camelos seria do filho mais velho, um terço seria do segundo e um nono do terceiro.

O que fazer?
Eram dezessete camelos; a metade seria dada ao mais velho.
Então um dos animais deveria ser cortado ao meio?
Isso não iria resolver, porque um terço deveria ser dado ao segundo filho. E a nona parte ao terceiro.
É claro que os filhos correram em busca do homem mais erudito da cidade, o estudioso, o matemático. Ele raciocinou muito e não conseguiu encontrar a solução - matemática é matemática.
Alguém sugeriu: "É melhor procurarem alguém que conheça sobre camelos ao invés de matemática". Foram então ao Sheik da cidade, um homem bastante idoso, inculto, porém sábio por sua experiência. Contaram-lhe o problema.
O velho riu e disse:
"É muito simples, não se preocupem".
Emprestou um dos seus camelos - eram agora 18 - e depois fez a divisão.
Nove foram dados ao primeiro filho, que ficou satisfeito.
Ao segundo coube a terça parte - seis camelos;
e ao terceiro filho, foram dados dois camelos - a nona parte.
Sobrou um camelo: o que foi emprestado.
O velho então, pegou seu camelo de volta e disse: "Agora podem ir".

Essa estória foi , de Rajneesh  ilustra a diferença entre a sabedoria e a erudição.

domingo, 30 de outubro de 2011

A Jabuticabeiras dos Maracanãs

De repente, um estardalhaço sonoro, uma gritaria ensurdecedora, e uma nuvem/sombra/brilho esverdeado de inúmeros maracanãs (Aratinga leucophthalma) coitadinha se soubesse ser esse seu nome correto, não cantaria tanto. Sentam-se nos galhos do Oiti na calçada e nos fios de energia e telefone e discutem entre si, o que farão agora.
As decisões devem ser de suma importância, pois a opinião, a réplica a tréplica (será que tem mais?) enfim o debate leva alguns minutos de gritaria que parece o congresso brasileiro, a diferença é que com os Maracanãs, vence o bom senso da comunidade e não os interesses pessoais. E decididos, partem todos com um destino comum: a jabuticabeira carregada de frutos no fundo do quintal.
E lá... se esbaldam. É tanta jabuticaba por cabeça que fico imaginando, se conhecem a historia do macaquinho que comeu muitas jabuticabas. Mas, isso é coisa para amanhã.
De repente, outra gritaria e decidem que aquele lauto banquete está findo – por ora – e decidem às vezes ali mesmo, às vezes voltam aos fios e ao Oiti e toca por novamente o destino em pauta. Pensa que não? Decidem e saem em vôo ordenado (ordenado ???) em direção ao que foi decidido. Será que outra jabuticabeira? Não sei, mas com certeza outra frutífera.
Fica a certeza (que bom quando as coisas são certas) de que amanhã, nesta mesma hora e neste mesmo canal, eles estarão de volta, e novamente decidirão pelo melhor para todos.
Felizes, cantantes, coloridos...
(Sabia que a Jabuticaba é brasileira? Olha na Wikipédia pra ver. Só tem aqui, e se tiver fora, foi levada.)

NAVIO  1102\01\03

sexta-feira, 21 de outubro de 2011


Filhos, Missão Divina

"Somos todos emanações da Divindade Suprema, e almejamos a reintegração."

Se a Divindade Suprema decide enviar uma parte de Si - que somos cada um de nós - à terra, é claro que quer ver sua emanação bem cuidada, e bem tratada. Para isso, coloca-a em mãos hábeis.
Quando um ser humano nasce, seus pais estão recebendo a missão divina de cuidar de um patrimônio que é parte da Divindade. 
Quando a Divindade nos concede um filho, devemos agradecer, e cuidar deste tesouro que nos é confiado, como o bem mais precioso.
Recebemos esta missão, porque fomos julgados dignos de instruir e encaminhar esta emanação da Divindade Suprema durante a sua jornada pela estrada da vida. Fomos considerados aptos a orientar a melhor forma de cumprir o roteiro da viagem, a mostrar a forma menos atribulada para o trajeto, a sugerir os trilhos menos esburacados e macios da estrada. Enfim, fomos considerados capazes de orientar na viagem, esta emanação divina que nos é confiada pela Divindade.
Pode ser fácil e prazeroso, e pode ser difícil e constrangedor. Depende de cada um de nós aceitar a missão, como sendo um trabalho que nos é confiado, não para nos testar, mas porque fomos julgados aptos para desempenho de tal missão.
Devemos ser para este ser, a imagem da providência; Fazer com que na infância tenha um respeitoso temor, por seus pais e os considere seus mestres; que na adolescência e na juventude os ame e os tenha como seus mentores espirituais; e sempre e eternamente seus amigos
Ensinar-lhes mais bons princípios do que belas maneiras. Fazer com ele desenvolva e demonstre retidão esclarecida, e não frívola elegância. Esforçar-se para que ele seja um homem honesto, avesso a qualquer astúcia.
Muitas vezes, uma família entra em desespero, e noticias há de algumas que se desmoronam, porque nasce em seu seio uma criança especial. Especial, sim; chamada eventualmente de excepcional.
Ora, esta é talvez a mais nobres das missões, porque a Divindade Suprema encontrou nesta família, os mentores capazes de conduzir pela vida, um Seu fragmento, re-incorporado para que cumprisse um objetivo especial, em uma escola mais difícil, em uma estrada mais acidentada.
As pessoas especiais, são especiais por alguma razão, e dizer que se trata apenas de um defeito genético, é no mínimo duvidar da capacidade da Divindade Suprema em gerenciar sua prole!
Somos todos Filhos da Divindade Suprema, e claro que Ele, em sua onisciência, tem conhecimento de cada caso. E se um caso é especial, é de conhecimento dEla, e mais, é da vontade dEla.
Assim, se acreditamos que temos aqui na terra, uma missão à ser cumprida, por que não acreditar que missões especiais, tem especiais objetivos?
Por que duvidar que missões especiais precisam de especiais missionários?
Assim, se a Divindade Suprema decide enviar uma parte especial de Si à terra, é claro que quer ver sua emanação especial bem cuidada, e bem tratada. Para isso, coloca-a em mãos hábeis e especiais.



Títulos que proporcionaram crescimento.

  • Eclesíastes
  • O Pêndulo de Foucauld
  • Kon Tiki e Eu
  • The Ilustrated Man
  • Dom Quixote de La Mancha
  • O Nome da Rosa

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