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Livre Pensador, interessado em estimular o pensamento e o questionamento. Nunca se cansando de perguntar - por que?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Por detrás daquela porta

Por detrás daquela porta
Uma frase de Mark Twain, que não me sai da cabeça desde que conheci, aceita uma breve tradução como “Aparentemente, não existe nada que não possa acontecer hoje”. O escritor americano deposita, assim, em nossas mãos, nosso próprio destino. Já que aparentemente tudo pode acontecer hoje, devo descobrir qual a minha contribuição nas coisas que comigo acontecem. Lembro ainda que a rota de uma vida inteira se relaciona indireta e intimamente às decisões que tomamos no cotidiano. Um dia por uma vida e uma vida por um dia. E neste mapa de incertezas, acertar ou errar pode ser uma questão de ponto-de-vista, uma questão entre fazer ou não fazer, aceitar ou não aceitar, uma questão bem localizada no dilema de reclamar ou lamentar. O mesmo dilema entre abrir ou não portas.
Observando bem de perto as palavras ‘reclamar’ e ‘lamentar’, uma distinção clara me chega à mente depois de uma reflexão que surgiu como uma faísca de pensamento. ‘Reclamar’ e ‘lamentar’ são duas palavras muito distintas em sua aplicação e uso e que podem definitivamente mudar o cotidiano de muita gente por aí.
Reclamamos quando achamos que está errado e queremos mudança. Lamentamos quando não tem mais conserto ou solução. Não tem mais jeito. Para quem reclama, ainda existe um jeito. Para quem lamenta, não mais. ‘Reclamar’ é buscar uma solução. Uma, pelo menos. ‘Lamentar’ acontece quando todas as soluções já se foram e se encontram esgotadas. Ou melhor, nem se encontram mais. ‘Reclamar’ é procurar e não achar. ‘Lamentar’ é nem tentar achar. Lamentações servem como ponto final. Reclamações são vírgulas, à procura de um texto melhor. Reclamamos justamente para não termos que lamentar no futuro. Reclamar com educação é um grande e forte traço de consciência do reclamante. Importante mesmo é aprendermos a reclamar de nós mesmos. Um consumidor consciente reclama. Mas um consumidor consciente é, acima de tudo, um consumidor educado. Educação, consciência e reclamações são conceitos relacionados em cadeia.
Mas até para fazer auto-crítica é preciso ter educação, no sentido mais trivial das boas maneiras. Ser rude consigo mesmo não vale. Não vale arrombar portas. Reclamar educadamente traz a boa oportunidade de se perguntar: ‘E agora?’. Nessa possibilidade de transformação, está a possibilidade de melhoria. Reclamamos com nossos filhos na tentativa de educá-los. Não desistimos deles. Senão, restaria apenas lamentar. Feliz daquele que reclama com educação. Feliz daquele que reclama de si próprio para si próprio. Feliz daquele que consegue abrir ou fechar portas conscientemente e provar que é mestre de si. Triste daquele a quem só resta lamentar porque não foi educado. A Educação nos revela que reclamar da inexistência de portas é como lamentar. Os óculos mágicos da educação nos fazem, pelo menos, ver portas que nem estavam lá e, se estavam, mais nos pareciam grades.
E não vale reclamar da vida. Aí é só lembrar de Mark Twain e de sua frase. “Tudo pode acontecer hoje”. É preciso viver intensamente para que não precisemos nem reclamar da vida, nem lamentar a vida. Reclamar polidamente sobre o produto não-conforme que não está bem polido, reclamar carinhosamente para nosso par que não nos tem dado carinho, reclamar com o amigo que amigavelmente esquece de nos ligar. Reclamar é buscar a solução do produto quebrado, do carinho enrolado e da amizade amassada. Mas, ao reclamar, queremos dizer à empresa, ao nosso par e ao amigo que ainda queremos dar a eles todos uma chance. Ainda os queremos. Reclamo e clamo por um mundo reclamante e educado. Isso lembrará a todos de suas funções. Funcionários e chefes, colaboradores e colaborados, casais e pares, amigos e amigas, alunos, alunas e mestres.
Espero que meus pupilos e minhas pupilas ajam com sobriedade ao utilizar o conhecimento que herdei para eles e por eles. Não quero nem desejo que usem o que eu ensino a eles para puxar o tapete nem o saco de ninguém. Coisa feia. Puxar o saco dói e puxar o tapete machuca. Olhar pela fechadura vale apenas para aguçar a vontade de saber mais. Desejo que meus alunos e alunas conquistem as recompensas que se escondem por detrás de portas impregnadas de virtude. Qual é o prêmio que se obtém quando se escolhe uma porta virtuosa de talentos? Portas existem para proteger o que por detrás delas está contido ou para testar aquele que ousa entrar.
Li uma vez num escrito de meu pai que ‘todo homem público deve estar sujeito a qualquer tipo de provocação’. Sou professor particular, sou professor universitário, sou comportamento-educador, sou educador, sou pesquisador. Nada disso me livra de ser um ‘homem público’. Aquilo que dizemos em público se torna público para o público. Mas nossa opinião pode ser facilmente distorcida por um aluno sonolento.
Não compete a mim saber o que meus alunos farão com aquilo que ensino a eles. Será? Fico cheio de dúvidas pois a ação de professores faz eco na alma e na memória. Na memória da alma. Preciso repensar. Já estou convencido de que a educação não é uma porta, mas uma chave. Chave-Mestra.
O que mais me fascina é que na dinâmica de um só dia e de uma vida inteira, todos nós sempre vamos dormir sabendo algo mais do que quando levantamos na manhã do mesmo dia. Todos os dias de nossas vidas acumulam saber. Acumulam saber em nós. Mesmo sem sabermos quem somos. Mesmo sem saber como será o dia.
Isso é educação: saber que um dia pode ser a diferença visível mais invisível entre não-saber e passar a saber. Um dia, assim como uma porta, pode esconder a sabedoria de uma vida inteira. Ou uma vida inteira pode passar a ter sentido pela sabedoria de um simples dia. Uma simples vida, e um dia inteiro. Só para saber. Portas escondem aquilo que protegem. Portas protegem aquilo que escondem. Portas nos desafiam. E tudo isto está por detrás de uma porta que sequer sabemos, muitas vezes, abrir. Nem todos possuem a chave. E mesmo aqueles que possuem a chave, muitas vezes não sabem como abrir tais portas. Portas que abrimos poderão, um dia em que soubermos mais, serem fechadas. Mas fechadas por nós mesmos. Esta é a diferença: ter consciência de que somos cárcere e carcereiro de nosso próprio saber.
Por detrás daquela porta, talvez esteja a possibilidade de um futuro sem cara de passado. Futuro passado à limpo. Não passado passado à limpo. Afinal, só é possível passar o passado a limpo no futuro. Infinitas possibilidades nos aguardam. Aparentemente, a educação pode acontecer hoje.(César Augusto Dionísio)



sábado, 24 de janeiro de 2015

UMA DAS COISAS QUE PENSO

UMA DAS COISAS QUE PENSO


Você pode, desde que nasce não concordar com o que a vida lhe proporcionou. Todavia, esta é a vida que lhe foi destinada pelo Criador, e com certeza não foi sem razão; afinal, quem determina isso tudo, sabe muito bem o que faz !
Assim, você pode optar por viver como uma plantinha, - seja uma orquídea, ou uma flor de mandacaru - mas sempre à espera de que a água e o fertilizante sejam-lhe proporcionados.
Esta é sem dúvida, uma forma de viver, e algumas filosofias orientais estabelecem que os animais irracionais, e mesmo os vegetais, são criações específicas do Ser Superior, com o mesmo propósito e da mesma forma que as nossas vidas; o que dá dignidade e  uma certa divinidade aos animais e vegetais.
Porém, você não é uma plantinha! Você é uma criatura à Imagem e Semelhança do Criador, e certamente Ele o colocou aqui na Terra com algum propósito!
Assim, você pode optar por não fazer nada e ficar a vida toda em um cantinho do universo, esperando a vida passar.
Ou, levantar-se e decidir fazer parte do projeto do Criador.
Se você decidir fazer parte do plano de Deus, faça tudo como se realmente no final desta prova, você devesse apresentar, formal ou informalmente - um relatório de suas atividade ao Mestre Divino.
Seja o que for que você fizer, faça o melhor que você puder!
Com dignidade, com fibra e com o prazer de estar cumprindo sua parte no plano  divino.
Deixando feliz o Maior e Melhor de todos os Chefes.
E se tudo de repente lhe parecer muito difícil, talvez seja Ele testando sua capacidade de enfrentar revezes,  para depois atribuir-lhe um cargo de confiança.

Ivan Viveiros - junho/96




domingo, 11 de janeiro de 2015

Uma reflexão sobre o Livre Arbítrio.

Uma reflexão sobre o Livre Arbítrio.

Livre Arbítrio: Livre arbítrio é o poder que cada indivíduo tem de escolher suas ações, que caminho quer seguir. A expressão é utilizada por diversas religiões, como o catolicismo, o espiritismo, o budismo etc.

Na Alemanha da segunda guerra, um estudioso da Lei Judaica estava sendo levado para Auschwitz, sua mulher acabara de ser morta com um tiro de pistola na cabeça. Seus três filhos estavam sendo levados em um caminhão para outro campo, onde sabidamente experimentos genéticos aconteciam. Tudo isso a um só tempo.
Desesperado ele procura o oficial que conduzia as crianças para o caminhão, e pede que ele tenha compaixão e deixe seus filhos livres.
O oficial então, depois de ponderar, diz:
–    Você defende o Livre Arbítrio como uma dádiva divina, que lhe permite a liberdade de escolha, certo que as melhores escolhas serão feitas. Pois bem, escolha um filho entre os tres e eu o deixarei aqui.
O Rabino, não teve coragem de escolher o filho que viveria, e não soube o que fazer. Os três filhos foram levados.
Então começa a ponderar;
“De que me valeu o Livre Arbítrio? Recebi essa benesse, e sempre a defendi como sendo um presente de Deus aos homens, que mesmo conscientes de sua insignificância diante do Altíssimo, recebe dEle o direito de escolha.
De que me valeu o direito divino de escolher ?
De que me vale o Livre Arbítrio diante do mesmo direito concedido à todo homem, seja ele temente a Deus, religioso, ou incréu, apostata, ateu...
Tem o mesmo Livre Arbítrio, o santo e o criminoso.
De nada vale para o santo, se o criminoso pode decidir escolher sobre sua vida ou morte.
De que vale para o santo escolher socorrer um desgraçado, se um criminoso pode desgraça-lo também?
...
O homem recebe o direito de escolher entre o bem e o mal, entre o lícito e o ilícito; Se vai ser o bem ou o mal, é de sua livre escolha. É Livre Arbítrio.
Mas não pode se esquecer, que o direito é concedido também ao mau. E a escolha dele poderá interferir na sua.
A máxima de todos os tempos, pode elucidar essa escuridão:
Faça para os outros, o que deseja para você.
Pode ainda assim ser vítima da escolha do homem mau, mas com certeza estará contribuindo para o crescimento do bem.
E o mal, é apenas a ausência do bem, como a escuridão é a ausência de luz...
5102/10/11 - NaviO



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Onde está meu direito de proteger meu lar e minha família?

Onde está meu direito de proteger meu lar e minha família?

Arrastão na praia, arrastão no engarrafamento do rodoanel, assalto nos cruzamentos com semáforos, crianças perdendo os celulares para os bandidos, individuo pede água na porta e a senhora, bondosa, entra e ele entra atrás, amarra a senhorinha e deixa no banheiro antes de vandalizar a casa...
Não podemos cercar a casa com muros altos, o bandido entra faz o que quiser e ninguém vê nada...
O que está acontecendo?
E não é com a bandidagem! Bandido nunca prestou e não vai prestar agora, é da natureza do bandido, ser... bandido
É com a sociedade, que está aceitando, noticiando, aceitando e reclamando, aceitando...
esta na hora de entender que bandido bom é bandido morto.
Triste, mas necessário! Policiais, matem os bandidos! Matem!
Bandido não está sendo desajustado, está sendo animal e animal feroz!
não se dialoga com animais!
Em muitos países da Ásia, bandido morre no ato da bandidagem. Ladrão perde a mão, estuprador é castrado e por aí vai.
Se agirmos baseados em “olho por olho, dente por dente logo a humanidade vai estar cega e banguela”.
Mas se não agirmos assim, vai ser filho por tiro, parente por bandido...
Triste ter que pensar assim, mas é a minha família, ou os bandidos.
Defendam-nos ou permitam que nos defendamos!
Não podemos ter armas!
Quando garoto, no século passado, sempre fiz os famosos “trabucos” para caçar passarinho e preá. Usava um tubo metálico de 3/8”- como um lápis. Posso fazer outra agora, com caninho de 3/4” como um cano d’água... Assim resolvo o problema com o bandido, e de casa – jogo ele lá na rua.
Nossa, isso é instigação à violência! Não é não! E um alerta e um estímulo para que a sociedade proteja a família.
É direito divino de um homem, proteger seu lar e sua família.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A concepção de felicidade na Ética Aristotélica.

A concepção de felicidade na Ética Aristotélica.

O homem bom e virtuoso é aquele que alia inteligência e força, que utiliza adequadamente sua riqueza para aperfeiçoar seu intelecto

A palavra ethos é de etimologia grega e significa comportamento, ação, atividade. É dela que deriva a palavra ética. A ética é, portanto, o estudo do comportamento, das ações, das escolhas e dos valores humanos. Mas no nosso cotidiano ocorre de percebermos que há uma série de modelos de “éticas” diferentes que postulam modos de vida e de ação, por vezes excludentes. Qual é o melhor tipo de vida (se é que há um)? O que é a felicidade? É melhor ser feliz ou fazer o bem ou o que é certo?
Perguntas como essas são feitas em todas as épocas da história humana. E desde a antiguidade clássica dos gregos, já havia muitos modelos de respostas para elas. Uma delas é a fornecida pelo filósofo Aristóteles, famoso por sua Metafísica. Vamos nos aprofundar um pouquinho mais no que ele tem a nos dizer.
Em seu livro “Ética a Nicômaco”, Aristóteles consagrou a tão famosa ética do meio-termo. Em meio a um período de efervescência cultural, o prazer e o estudo se confrontam para disputar o lugar de melhor meio de vida. No entanto, a sobriedade de nosso filósofo o fez optar por um caminho que condene ambos os extremos, sendo, pois, os causadores dos excessos e dos vícios.
A metrética (medida) que usa o estagirita (Aristóteles era chamado assim por ter nascido em Estagira) procurava o caminho do meio entre vícios e virtudes, a fim de equilibrar a conduta do homem com o seu desenvolvimento material e espiritual. Assim, entendido que a especificidade do homem é a de ser um animal racional, a felicidade só poderia se relacionar com o total desenvolvimento dessa capacidade. A felicidade é o estado de espírito a que aspira o homem e para isso é necessário tanto bens materiais como espirituais.
Aristóteles herda o conceito de virtude ou excelência de seus antecessores, Sócrates e Platão, para os quais um homem deve ser senhor de si, isto é, ter autocontrole (autarquia). Trata-se do modo de pensar que promove o homem como senhor e mestre dos seus desejos e não escravos destes. O homem bom e virtuoso é aquele que alia inteligência e força, que utiliza adequadamente sua riqueza para aperfeiçoar seu intelecto. Não é dado às pessoas simples nem inocentes, tampouco aos bravos, porém tolos. A excelência é obtida através da repetição do comportamento, isto é, do exercício habitual do caráter que se forma desde a infância.
Segundo Aristóteles, as qualidades do caráter podem ser dispostas de modo que identifiquemos os extremos e a justa medida. Por exemplo, entre a covardia e a audácia está a coragem; entre a belicosidade e a bajulação está a amizade; entre a indolência e a ganância está a ambição e etc. É interessante notar a consciência do filósofo ao elaborar a teoria do meio-termo. Conforme ele, aquele que for inconsciente de um dos extremos, sempre acusará o outro de vício. Por exemplo, na política, o liberal é chamado de conservador e radical por aqueles que são radicais e conservadores. Isso porque os extremistas não enxergam o meio-termo.

Portanto, seguindo o famoso lema grego “Nada em excesso”, Aristóteles formula a ética da virtude baseada na busca pela felicidade, mas felicidade humana, feita de bens materiais, riquezas que ajudam o homem a se desenvolver e não se tornar mesquinho, bem como bens espirituais, como a ação (política) e a contemplação (a filosofia e a metafísica).

sábado, 3 de janeiro de 2015

Do Novo Ídolo - Notável e atual essa reflexão de Nietchze em ...Zaratustra...

Do Novo Ídolo
Notável e atual essa reflexão de Nietchze em ...Zaratustra...


Ainda em algumas partes há povos e rebanhos; mas entre nós, “cidadãos”, entre nós há Estados.
Estados? Que é isso? Vamos! Abram seus os ouvidos, porque vou lhes falar da morte dos povos.
“Estado” chama-se o mais frio dos monstros. Mente também friamente, e olhem que mentira rasteira sai da sua boca:
“Eu, o Estado, sou o Povo”.
É uma mentira! Os que criaram os povos e suspenderam sobre eles uma fé e um amor, esses eram criadores: serviam a vida.
Os que armam laços (auxílio populista) ao maior número e chamam a isso um Estado são destruidores; erguem a espada e mil apetites.
Onde há ainda povo, não se compreende o Estado que é detestado como uma transgressão aos costumes e às leis.
Eu dou a vocês este sinal: cada povo fala uma língua do bem e do mal, que o vizinho não compreende. Cada povo sua língua para os seus costumes e as suas leis.
Mas o Estado mente em todas as línguas do bem e do mal, e em tudo quanto diz mente, tudo quanto tem roubou-o.
Tudo nele é falso; morde com dentes roubados. Até as suas entranhas são falsas.
Uma confusão das línguas do bem e do mal: é este o sinal do Estado. Na Verdade, o que este sinal indica é a vontade da morte; está chamando os pregadores da morte.
Vêm ao mundo homens demais, para os “politiqueiros” inventou-se o Estado!
Olhem como ele atrai os “politiqueiros”! Como os engole, como os mastiga e remastiga!
“Na terra nada há maior do que eu; eu sou o dedo ordenador de Deus”
Assim grita o monstro. E não são só os que têm orelhas compridas e vista curta que caem de joelhos!
...
O Estado é onde todos bebem veneno, os bons e os maus; onde todos se perdem a si mesmos, os bons e os maus; onde o lento suicídio de todos se chama “a vida”.
Olhem esses “politiqueiros”! Roubam as obras dos inventores e os tesouros dos sábios; chamam a civilização ao seu latrocínio, e tudo para eles são doenças e contratempo.
Olhem esses “politiqueiros”. Estão sempre doentes; expelem a bílis, e a isso chamam periódicos. Devoram-se e nem sequer se podem digerir.
Olhem, esses adquirem riquezas, e fazem-se mais pobres.
Querem o poder, esses ineptos, e primeiro de tudo o palanquim do poder: muito dinheiro!
Olhem trepar esses ágeis macacos! Trepam uns sobre os outros e arrastam-se para o lodo e para o abismo.
Todos querem abeirar-se do trono; é a sua loucura – como se a felicidade estivesse no trono! – Frequentemente também o trono está no lodo.
...
Lá onde acaba o Estado começa o homem que não é “politiqueiro”; começa o canto dos que são necessários, a melodia única e insubstituível.

Lá, onde acaba o Estado, olhem, meus “cidadãos”! Não estão vendo o arco-íris e a ponte do Super-homem?

Títulos que proporcionaram crescimento.

  • Eclesíastes
  • O Pêndulo de Foucauld
  • Kon Tiki e Eu
  • The Ilustrated Man
  • Dom Quixote de La Mancha
  • O Nome da Rosa

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