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sábado, 3 de janeiro de 2015

Do Novo Ídolo - Notável e atual essa reflexão de Nietchze em ...Zaratustra...

Do Novo Ídolo
Notável e atual essa reflexão de Nietchze em ...Zaratustra...


Ainda em algumas partes há povos e rebanhos; mas entre nós, “cidadãos”, entre nós há Estados.
Estados? Que é isso? Vamos! Abram seus os ouvidos, porque vou lhes falar da morte dos povos.
“Estado” chama-se o mais frio dos monstros. Mente também friamente, e olhem que mentira rasteira sai da sua boca:
“Eu, o Estado, sou o Povo”.
É uma mentira! Os que criaram os povos e suspenderam sobre eles uma fé e um amor, esses eram criadores: serviam a vida.
Os que armam laços (auxílio populista) ao maior número e chamam a isso um Estado são destruidores; erguem a espada e mil apetites.
Onde há ainda povo, não se compreende o Estado que é detestado como uma transgressão aos costumes e às leis.
Eu dou a vocês este sinal: cada povo fala uma língua do bem e do mal, que o vizinho não compreende. Cada povo sua língua para os seus costumes e as suas leis.
Mas o Estado mente em todas as línguas do bem e do mal, e em tudo quanto diz mente, tudo quanto tem roubou-o.
Tudo nele é falso; morde com dentes roubados. Até as suas entranhas são falsas.
Uma confusão das línguas do bem e do mal: é este o sinal do Estado. Na Verdade, o que este sinal indica é a vontade da morte; está chamando os pregadores da morte.
Vêm ao mundo homens demais, para os “politiqueiros” inventou-se o Estado!
Olhem como ele atrai os “politiqueiros”! Como os engole, como os mastiga e remastiga!
“Na terra nada há maior do que eu; eu sou o dedo ordenador de Deus”
Assim grita o monstro. E não são só os que têm orelhas compridas e vista curta que caem de joelhos!
...
O Estado é onde todos bebem veneno, os bons e os maus; onde todos se perdem a si mesmos, os bons e os maus; onde o lento suicídio de todos se chama “a vida”.
Olhem esses “politiqueiros”! Roubam as obras dos inventores e os tesouros dos sábios; chamam a civilização ao seu latrocínio, e tudo para eles são doenças e contratempo.
Olhem esses “politiqueiros”. Estão sempre doentes; expelem a bílis, e a isso chamam periódicos. Devoram-se e nem sequer se podem digerir.
Olhem, esses adquirem riquezas, e fazem-se mais pobres.
Querem o poder, esses ineptos, e primeiro de tudo o palanquim do poder: muito dinheiro!
Olhem trepar esses ágeis macacos! Trepam uns sobre os outros e arrastam-se para o lodo e para o abismo.
Todos querem abeirar-se do trono; é a sua loucura – como se a felicidade estivesse no trono! – Frequentemente também o trono está no lodo.
...
Lá onde acaba o Estado começa o homem que não é “politiqueiro”; começa o canto dos que são necessários, a melodia única e insubstituível.

Lá, onde acaba o Estado, olhem, meus “cidadãos”! Não estão vendo o arco-íris e a ponte do Super-homem?

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  • O Pêndulo de Foucauld
  • Kon Tiki e Eu
  • The Ilustrated Man
  • Dom Quixote de La Mancha
  • O Nome da Rosa

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