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Lins, São Paulo, Brazil
Livre Pensador, interessado em estimular o pensamento e o questionamento. Nunca se cansando de perguntar - por que?

sexta-feira, 22 de abril de 2011


AMOR PERDÃO (II)
Está perdoado !
Se pedir perdão, necessita de um absoluto desprendimento de alma, perdoar sinceramente coloca-nos em comunhão com o universo. Se durante estes últimos dias você fez uma auto-analise e concluiu que tem alguma razão para pedir perdão, me desculpe mas volto a colocar a questão; O que será mais difícil, pedir perdão ou perdoar ? Veja todo sacrifício (pela falta de habito) que pode envolver um pedido de perdão.  E então quando alguém pede perdão sinceramente o mínimo que se pode fazer, é perdoar.  Mas você têm coragem de perdoar ? Coragem sim, porque é preciso mais coragem para perdoar, do que para pedir perdão.
Perdoar mesmo sem deixar um insignificante vestígio de magoa, sem que um dia no futuro,  venha-lhe aos lábios a frase "Eu não disse ?!" Uma das frases que misturam magoa, ciúme, desejo de vingança e tantos outros sentimentos negativos.
Se você acha que perdoar é fácil, mais fácil que pedir perdão, responda com sinceridade:
Você perdoaria alguém que ferisse seu filho ? Imagine as circunstâncias selvagens que envolvem o roubo de um par de tênis, e que temos tido noticias.
Você perdoaria alguém que invade a casa de seus pais, e de posse de uma arma os subjugam ?
A minha pergunta aqui vem menos na forma de desafio, e mais como uma indagação de fato. Como perdoar alguém que ofende o nosso bem maior ? Como perdoar alguém que maltrata e até, quem sabe, tira a vida, de nosso alvo de amor e de zelo.
Aí está o grande desafio ! 
É preciso saber perdoar tanto ou mais do que pedir perdão. É preciso saber perdoar, porque no gesto do perdão está a mensagem maior de todos os grandes anjos de Deus.
É no perdão que nos aproximamos do Criador.  Como disse São Francisco de Assis "É perdoando que se é perdoado".
Ele já sabia então da dificuldade do homem em perdoar. Entendo que a dificuldade de perdoar não é pessoal, é sim do ser humano. Porque o ser humano se transforma dia-a-dia neste baú de preconceitos e sentimentos de avareza e de magoa. Então começa a  deixar de lado o que é inerente, e deixa-se levar pelo tortuoso caminho da desumanidade. Há o ditado "Errar é humano, Perdoar é divino!"
Errar é humano, mas o ser humano, vê de frente e de perto a luz que emana do Grande Arquiteto dos Universos, quando reconhece seus próprios erros. É no reconhecimento de seus erros, que o ser humano aprende a pedir perdão e a perdoar. É aprendendo a pedir perdão e a perdoar, que o ser humano volta a ser a criatura que Deus em Sua infinita Sabedoria projetou na Tábua de Traçar celestial. É pedindo perdão, que o ser humano confirma sua posição de eleito de Deus.
É perdoando, que o ser humano integra-se no plano de Deus e volta a fazer parte de Seu regimento de anjos de Luz.
É voltando a ser aquele que Deus planejou, que voltamos a ser à Sua imagem e Semelhança

 1993

segunda-feira, 18 de abril de 2011


AMOR PERDÃO (I)

Perdão !
Você já se deu conta da imensa carga que vem junto com esta palavra? Tanto para quem pede, como para quem concede.
E aqui vai uma daquelas questões, que à principio, tem a mais fácil resposta; porém nem tudo ocorre à principio !
O que será mais difícil, pedir perdão ou perdoar ?
Quando falo em pedir perdão, falo da mais verdadeira e pura forma de pedir perdão, do fundo do coração - se é que coração tem alguma coisa a ver com isso ! Assim como falo em perdoar e me refiro ao perdão pleno, sem qualquer resquício de magoa por mais leve que seja ! Incondicional !!!
Perdão! É preciso um absoluto desprendimento da alma, um total desarme de espírito para que alguém peça perdão !
Em um pedido de perdão, deve-se considerar como  implícito o arrependimento. Ao pedir perdão, o ser humano antes arrepende-se da atitude que o leva a este ato.
Quantas pessoas, ao refletir sobre suas atitudes, poderão de fato sentir-se plenamente arrependidas ? 
E mais. Quantas pessoas ao se sentirem arrependidas, terão a coragem de declarar seu arrependimento ?
Posso até dizer, que muitas vezes, o arrependimento chega, e a pessoa não confessa nem mesmo ao seu próprio espelho !
Entretanto quando se arrepende, sente-se imediatamente o desejo de pedir perdão. É como um bálsamo sobre a ferida.
Afinal o sentimento que nos distingue dos irracionais, faz com que ao nos arrependermos, sintamos imediatamente o desejo de reparar o ato que praticamos e que nos levou à reflexão, e ao conseqüente arrependimento. E isto, é o desejo de pedir perdão!
Não apenas como uma necessidade egoísta de sentir-se bem, e que nos leva a pedir o perdão apenas para alivio de nossa consciência. Desta forma o perdão é pedido em surdina ! Para que o interessado ouça e ninguém mais fique sabendo ! Assim não vale!
Sentir-se arrependido e pedir perdão em voz alta, na frente de todos, principalmente diante das pessoas que testemunharam seu ato de injuria ! Perdão em público.
Você tem coragem ?!? Pare para pensar um pouco. Todos nós temos um perdão a pedir à alguém.
Você já refletiu sobre a sua participação ou autoria em uma atitude que levasse um seu parceiro de espécie a sentir-se ferido, ultrajado magoado, ou pelo menos desolado ?
Você, neste instante têm em mente um fato assim ?
Cuidado, todos nós temos !
E aí ? Você têm alguma coisa para se arrepender, e com isto poder pedir perdão, e estar de bem novamente com aquela pessoa, e com mais uma parte do Universo ?
Têm ??? Que bom ! Eis aí então a oportunidade de praticar o gesto que mais nos aproxima de Deus.
O gesto do amor universal, que nos aproxima do outro. Que faz com que possamos sentir na própria pele a dor que fere nosso irmão. Que faz com que desejemos a ele, aquilo que desejamos à nós.
Se você têm razões para pedir um perdão reflita e peça !
Esteja certo que Deus na sua infinita bondade vai perdoá-lo, e mais,  vai considerá-lo ainda mais como um de Seus eleitos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011


AMOR DIVINO (III)

Falávamos da música e do amor, e da estreita relação entre as duas manifestações mágicas com que o Senhor do Mundos nos agraciou.  
Ouvi de algumas pessoas, das suas dificuldades em conseguir ver o amor expresso em música..
Pois bem, sob meu ponto de vista, a melhor proposição para se procurar a perfeição, é a de desenvolver tudo o que se faz, apoiado em um tríplice alicerce, descrito por Arthur Connan Doyle como “Simplicidade, Lógica e Harmonia”.
Ora pois, analisemos estes suportes, individualmente no Universo - oficina de Deus.
Precisamos todos entender, que tudo nesta oficina, acontece com um propósito definido,e sempre com o mínimo dispêndio de energia; até mesmo o Sol, que nos aquece e mantém a nossa vida, com suas inimagináveis reações, dispensa apenas a energia necessária para manter sua própria estabilidade
-Simplicidade, porque tudo no Universo obedece aos arranjos mais simples, e por isto mesmo, o que dispensa menor energia em sua ocorrência;
-Lógica, porque tudo o que ocorre no Universo, está obrigatoriamente ligado à outro fato dependente, e que  ao mesmo tempo dele depende. Tudo é necessariamente interligado.
-Harmonia, porque é assim que todos os arranjos interligados no Universo se equilibram e se completam.
Se for difícil imaginar o que é Simplicidade, Lógica e Harmonia, procure agora mesmo uma flor, por exemplo, um girassol ou uma margarida, e examine-a intimamente; observe como a disposição de cada pétala, e de cada pequena sementinha, invólucro de uma nova flor, está obedecendo à estes três sustentáculos; ao invés do arranjo uniforme das pétalas, a flor poderia desenvolve-las trançadas. Mas isto não seria simples.
Ao invés do arranjo justaposto e exposto das sementes, elas poderiam estar escondidas em um órgão interno inacessível.. Mas isto impediria a sua proliferação e o desenvolvimento de novos indivíduos. Mas isto não seria lógico!
Observe agora - e se for necessário procure o auxilio de uma lente de aumento, como cada sementinha se acomoda entre as outras no sentido de proteger e ser protegida, e se você for um bom observador, verá que esta disposição bem ordenada entre cada parte componente de um todo, obedece uma orientação harmônica, que aliás poderá ser encontrada em outras espécies.
Simplicidade, Lógica e Harmonia.
Para muita gente, a única coisa desta trilogia que lembra músicas, é a tal da harmonia. De fato, o arranjo sonoro que agrada e "aveluda" o ouvido é harmonia de sons. Mas a música, para atingir esta harmonia, utilizou-se da lógica matemática (mesmo que o autor não soubesse disto), e da simplicidade na organização das notas musicais (mesmo que algum estudante de música ache que esta simplicidade, só se encontra  no conceito de um leigo como eu), da sonoridade dos acordes, da composição de um som "novo", pela reunião de sons "velhos". Dó,Ré,Mi,Fá,Sol,Lá,Sí, são os mesmos há séculos, no entanto a organização simples e lógica destas sete notas, produz a harmonia musical. E isto é amor.
É desta harmonia simples e lógica, e por isto mesmo muito próxima da Arte praticada na oficina de Deus, que me refiro, quando falo da relação entre a música e o amor.
Quando falo do Amor Divino, lembro-me da música que amansa a mais selvagem fera.
Quando falo do Amor e da Música, lembro-me das pessoas, dotadas de uma dose extra de luz divina, que souberam arranjar os velhos sons, e com eles criar o mais inebriante sabor, a mais pura e agradável cor, com Música..
Quando falo do Amor e da Música, não posso deixar de falar de pessoas, que dedicaram toda sua vida, pelo Amor à Música..
Por isto mesmo é que tenho necessidade de deixar um pouco de lado o sentido global que orienta estes textos, e entrar  com licença  no sentido local.
É como estar olhando a Terra de um ponto elevado no espaço, e de repente num vôo mágico na astronave da imaginação, movida pelo combustível do amor, colocar-se de frente com orgulho e respeito à algumas pessoas que vivem pela Música  e para Música.


                                             28 de agosto de 1993
                                                 Ivan Viveiros

Títulos que proporcionaram crescimento.

  • Eclesíastes
  • O Pêndulo de Foucauld
  • Kon Tiki e Eu
  • The Ilustrated Man
  • Dom Quixote de La Mancha
  • O Nome da Rosa

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