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Livre Pensador, interessado em estimular o pensamento e o questionamento. Nunca se cansando de perguntar - por que?

sábado, 1 de fevereiro de 2014

MAIS DESABAFO

LÁ  VAMOS  NÓS...

Ontem acabou a novela da Globo, onde um amontoado de besteiras e agressões morais envolveu o brasileiro pelos últimos 90 dias (50 ou 150, que diferença faz?).
Pode-se ver todo tipo de injurias e imoralidades que têm sido justificadas como “jeito de ser do brasileiro hoje” – o caramba! Eu sou brasileiro e não me enquadro nessa absurdo Global. Tudo que você puder imaginar de imoralidade, foi levada aos lares brasileiros; traição conjugal, traição pessoal, traição institucional, sequestro moral, sequestro de todo conceito de vida baseada na moral e nos bons costumes.
Parece até arcaísmo se ancorar “na moral e nos bons costumes” isto é coisa do passado. Até pode ser arcaica a frase, mas jamais o conceito. Declaramos legal e “in” o relacionamento homossexual. Acho sim que é legal (do ponto de vista jurídico), e jamais em nossa família aceitamos qualquer tipo de discriminação.
Apenas acreditamos que – como nos casais hetero, as manifestações intimas devem ficar reservadas à alcova, ou à intimidade de cada casal.
Graças a Deus, minha neta se afastava da TV na hora da novela, por julgar – ela própria, sem qualquer imposição ou coação, que se tratava de uma demonstração de safadeza e imoralidade. No final ainda se disse aqui em casa “vai ter beijo gay”, ao que a neta de 12 anos retrucou “Ah vó tem dó, era só o que faltava"!
Será que estamos nos prendendo à era Vitoriana, ou será que a Globo mantém uma equipe de autores preparados para achincalhar os preceitos de conduta, família e a definição de LAR?
E olhe que não é apenas nas novelas das 9 horas, ou, por aí... O tal programa “Malhação” que supostamente deveria ser uma escola de atores e atrizes, na verdade é uma escola de vandalismo moral, de criação de “biscatinhas platinadas” de tal forma que elas próprias declaram seus pudores ao ler os textos que lhes são oferecidos.
Formam-se mocinhas, exatamente iguais àquelas que os noticiários propagam como o crime da prostituição infantil. Lá na rua, são prostitutas forçadas a vender o corpo, aqui, são atrizes preparadas para viver historias criadas por autores cujos critérios morais, ou mesmo familiares, são no mínimo bizarros.
Aquelas vão às ruas pela noite, para sobreviver, estas representam a mesma situação, vestidas de trajes platinados; mas no fundo o que se pretende é o mesmo desestruturação dos conceitos familiares, religiosos e morais.
Estaria a Globo mancomunada com o atual (des) governo, e empenhada em destruir os valores morais, e consequentemente o discernimento dos brasileiros ? Será possível que temos sido vítimas de um plano mirabolante orientado para transformar o brasileiro em um fantoche à mercê dos interesses macabros de políticos e agentes de propaganda ?
Não nos esqueçamos, que a propaganda de Hitler, fez a quase totalidade dos absurdos da segunda guerra. Não fosse Joseph Goebbels e a Alemanha nazista estaria até agora tentando fazer o mundo acreditar em seus absurdos.
Será que a Globo é o Goebbels (olhe que com um arranjo de letras fica parecida).
Até quando vamos permitir que a Globo faça com o Brasil, o que Goebbels fez com a Alemanha de Hitler ?

 Ivan O Velho em fevereiro o primeiro de 2014.

Desabafo (outro)

O QUE É ISSO?
O que acontece com o meu país? Nunca imaginei em minha vida, que pudéssemos chegar a esse caos social que reina no Brasil.
No meu ponto de vista, é caos SOCIAL, mesmo. Não é uma causa, é uma consequência, é um sintoma como em tantos outros momentos aconteceu no mundo.
No século XVIII, na França, o povo revoltou-se por conta do governo absolutamente indiferente com o país, derrubou a Bastilha, que simbolizava a prepotência, a indiferença e total descaso, como é possível se observar agora no Brasil. A única diferença é de ajuste de letras e fonética.
Lá foi Bastilha, aqui é Brasília.
Os jovens – principalmente, estão se transformando em sub-humanos, que praticam atos inimagináveis. Se ouve e se vê atos de vandalismo, absolutamente injustificados, a não ser pela justificativa da revolta com governantes indiferentes.
Trabalhei desde os nove anos de idade, e aos catorze, já tinha carteira registrada. Exatamente no momento difícil de março de 1964, jamais, eu e meus amigos que trabalhávamos tivemos problemas com o poder ditatorial constituído.
Às vezes passávamos por um susto e uma carreira da “cavalaria”, mas por artes na madrugada, voltando da Zona, saindo dos bailes do Comercial, meio embriagados, e eventualmente falando alto e chutando latas. No dia de pagamento íamos ao Bar do Mario tomar um Chopp, ou “samba” que era mais barato.
Nunca fomos pegos... Acho que os cavalarianos entendiam que não éramos bandidos.
Em plena ditadura militar, jamais ouvimos ocorrências de vandalismo e as barbáries naturais que se tornaram corriqueiras nos tempos atuais.
Acontecia sim, em São Paulo e no Rio. E as manifestações eram explicáveis, se não justificáveis! Destas manifestações, alguns dos atuais governantes, estavam lá... À socapa, como lhes é natural. Instigando e cutucando... Mas sem causa definida que não fosse a basbaquice natural de incapazes e capachos de bandos.
O que está acontecendo com o meu Brasil? A moçada não faz ideia do que é civilidade, nem civismo! Alguns cantam (?) o Hino Nacional, pelo hábito de ouvir no estádio.
Será que sou eu, ou a coisa está degringolada?
Eu sou por convicção Anarquista da linha político-filosófica de Bakunin. Não consigo aceitar que a baderna que está acontecendo em todo país é aceita pelas forças policiais, controladoras ou participativas.
Estamos estimulados pela impunidade? Mas e nosso critério de educação e civilidade? Pessoas educadas e civilizadas, não se preocupam com a impunidade, nem se fazem valer dela.
O que se espera? Revolução? Já está passando da hora de nos revoltarmos. Desobediência civil é uma alternativa, mas nem sabem o que é isso!
Olha... pela experiência que vivi, e tenho ouvido de meus amigos, e pares, sinto saudade da Ditadura militar. Democracia e Liberdade devem ser apenas para quem sabe usar. Uma pessoa não pode pilotar um avião, se não for habilitado, com "brevet". Uma pessoa não pode desfrutar de democracia e liberdade se não for habilitado para usar. Tirem o avião do piloto sem brevet, e pelo amor de Deus tirem a liberdade e a democracia de quem não tem “brevet” para usa-las.

Janeiro de 2014 – Ivan Viveiros
Minha Neta: 
Pelo que você já me disse com o seu sotaque de anjo, percebo que você me considera uma criança grandona e desajeitada, e me acha, mesmo assim, seu melhor companheiro de brinquedos.
Pena que tenhamos tão pouco tempo para brincar, tão pouco porque só sei brincar de passado, e você só sabe brincar de futuro. E ainda estarei brincando de recordação quando você começar a brincar de esperança.
Mas antes que termine o nosso recreio juntos, antes que eu me torne apenas um retrato na parede, uma referência do sua mãe, ou quem sabe até uma lágrima de meu filho, quero lhe dizer minha neta, que vale a pena.
Vale a pena crescer e estudar. 
Vale a pena conhecer pessoas, ter namorados, sofrer ingratidões, chorar algumas decepções. 
E, a despeito de tudo isso, ir renovando todos os dias a sua fé e a bondade essencial da criatura humana, e o seu deslumbramento diante da vida.
Vale a pena verificar que não há trabalho que não traga sua recompensa; que não há livro que não traga ensinamentos; que os amigos têm mais para dar que os inimigos para tirar; que se formos bons observadores, aprenderemos tanto com a obra do sábio quanto com a vida do ignorante.
Vale a pena casar e ter filhos. Filhos, que nos escravizam com o seu amor. 
Vale a pena viver nesses assombrosos tempos modernos, em que milagres acontecem ao virar de um botão; em que se pode telefonar da Terra para a Lua; lançar sondas espaciais, máquinas pensantes à fronteira de outros mundos, e descobrir na humildade que toda essa maravilha tecnológica não consegue, entretanto, atrasar ou adiantar um segundo sequer a chegada da primavera.

Vale a pena, minha neta, mesmo quando você descobrir que tudo isso que estou tentando ensinar é de pouca valia, porque a teoria não substitui a prática, e cada um tem que aprender por si mesmo que o fogo queima, que o vinagre amarga, que o espinho fere, e que o pessimismo não resolve rigorosamente nada.
Vale a pena, até mesmo, envelhecer como eu e ter uma neta como você, que me devolveu a infância, que me reeducou, que me ensina a cada dia que viver é maravilhoso. 
Vale a pena, ainda que eu parta cedo e a sua lembrança de mim se torne vaga. Mas, quando os outros disserem coisas boas de seus avós, quero que você diga de mim, simplesmente isso: 
“Meu avô foi aquele que me disse que valia a pena. E não é que ele tinha razão?!”
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