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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

TOLERÂNCIA

“É necessário que possamos desenvolver a nossa capacidade de TOLERÂNCIA para que possamos ter uma convivência mais harmônica em sociedade”.
Os assuntos relacionados com processos comportamentais de convivência social ou de reações individuais frente a conduta do ser humano tem tratamento e análises levadas a efeito por especialistas das áreas científicas.
 No entanto, embora didaticamente tais temas pertençam a um grupo de estudiosos bem preparados para estudos, análises e conclusões, o comportamento humano pertence aos homens e mulheres comuns, a cada individuo que a todos  instantes se vê envolvido nas situações de convivência e, independentemente das teses acadêmicas e dos ensinamento dos especialistas, precisam enfrentar as mais diversas situações surgidas nas rotinas e surpresas que só a convivência em grupo pode oferecer.
Assim, longe de qualquer pretensão acadêmica ou científica, cada pessoa procura encontrar a melhor solução para cada problema que surge nos momentos de entraves ao bom relacionamento com as pessoas que nos cercam.
Há muitos e muitos anos a tradição e os bons costumes nos alertam que a TOLERÂNCIA é um dos ingredientes imprescindíveis para a convivência pacífica entre as pessoas, entre os povos, entre as nações.
A TOLERÂNCIA é a faculdade de não reagir temperamentalmente contra os pensamentos palavras e obras que, quando manifestadas por uma parte, deixam de ser aprovadas pela outra parte de uma relação social.
Com efeito, a TOLERÂNCIA não pode ser confundida com a PERMISSIVIDADE ABUSIVA, com a negligência, com a omissão irresponsável. 
A TOLERÂNCIA tem correlação com a complacência, com a paciência, com a caridade que faz com que a vida em grupo seja respeitosa.  Daí porque não há razão para se impor a TOLERÂNCIA contra ações que causam prejuízos materiais ou morais aos outros e à sociedade. 
Cada indivíduo tem suas peculiaridades próprias, seus ideais, suas ambições, a necessidade de ser reconhecido como ser único e o direito de agir de acordo com a sua própria consciência, desde que suas ações não venham quebrar o regramento social que assegura os mecanismos da convivência humana.
Ora se devemos ser intolerantes contra os crimes, contra as injustiças, contra a violência, contra a opressão, contra a desonestidade, deveremos ser intolerantes contra os criminosos, contra aqueles que abusam do direito alheio, contra os opressores e contra as pessoas que manifestamente prejudicam a sociedade.
A TOLERÂNCIA não pode se equiparar ao consentimento omissivo em favor do crime e do criminoso – quem tolera a prática de um crime sem reagir em defesa da vítima, quem tolera a prática de um crime omitindo-se na denúncia para a Autoridade Policial ou se nega de prestar o seu testemunho para a formação do juízo de punição do culpado também incorre em crime e pode até ser considerado como cúmplice do criminoso.
A TOLERÂNCIA que se impõe, está acima das questões que ferem a lei e agridem a sociedade. A TOLERÂNCIA não é servil ou imposta por interesses pessoais para conquistas de vantagens materiais que exigem submissão e obediência dos despóticos.
A TOLERÂNCIA se impõe sobre as questões que dizem respeito ao legítimo exercício da cidadania, da liberdade individual que é assegurada a todos no cumprimento da lei. 
Assim, a TOLERÂNCIA se impõe quanto questões ideológicas, quanto às questões religiosas e quanto às teorias de vida que são manifestadas visando princípios sinceros na busca do caminho da evolução.
A zona fronteiriça entre a necessária TOLERÂNCIA e a imposição da inevitável resistência muitas vezes se transforma em um paredão intransponível, fazendo com que a desarmonia e o conflito se estabeleçam de forma implacável.
A TOLERÂNCIA não é um atributo para o medroso, para o inseguro, para o ignorante e jamais fará parte da conduta do desonesto, do corrupto, do ganancioso.
A TOLERÂNCIA é mansa e não covarde.  A TOLERÂNCIA é solidária, alegre, cordial, elegante.  A TOLERÂNCIA exige dignidade, segurança e despojamentos para poder fazer parte das características de um indivíduo. A TOLERÂNCIA é irmã gêmea da CARIDADE, somente pode ser constatada junto com a lealdade de consciência. A tolerância é sadia, jovial, arrojada.
Sobretudo a TOLERÂNCIA é imprescindível para que haja a reflexão, a justa avaliação de cada afirmativa ou atitude de julgamento de valores.

A TOLERÂNCIA é um privilégio do SÁBIO, que TOLERA a ignorância do mísero, que TOLERA a ira do arrogante, que TOLERA a prepotência do incauto, que TOLERA as suas próprias imperfeições mas, com harmonia interna e com paciência e disposição busca a iluminação pessoal e lucidez para todos que estão ao seu redor.



Títulos que proporcionaram crescimento.

  • Eclesíastes
  • O Pêndulo de Foucauld
  • Kon Tiki e Eu
  • The Ilustrated Man
  • Dom Quixote de La Mancha
  • O Nome da Rosa

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