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Livre Pensador, interessado em estimular o pensamento e o questionamento. Nunca se cansando de perguntar - por que?

quarta-feira, 31 de agosto de 2011



Cavar masmorras ao vício

Tenho, ao longo de minha vida maçônica (14/11/81), refletido profundamente sobre essa frase, tão conhecida por todos nós, e freqüentemente pouco valorizada.
Será que temos cavado masmorras aos nossos vícios? Será que temos nos esforçado para tal? E na verdade, de que vícios falamos?
O ponto crucial de minhas reflexões sobre o tema, tem sido este; de que vícios falamos, de que vícios tentamos nos afastar, enterrando-os em masmorras? O vicio de comer gilós? ou o vício de dar topadas no canto do criado-mudo?
Quantas vezes nos debruçamos diante dos vícios concretos, como fumar, beber um pouco além da conta, etc.
Eu sei (passo por isto) que não é fácil deixar de fumar. Deixei o vício do cigarro no dia 9 de fevereiro de 1990, ás 09 h 35 min. Claro que sei exatamente quando foi, até hoje a dependência não me deixou! Tenho lutado contra este vício desde então, e cada dia é uma nova luta e uma nova vitória. As vezes me esqueço, mas muitas vezes me lembro dele, e tudo volta. Imagino as pessoas vitoriosas que não tem bebido há tantos anos, meses, dias e horas...
Mas ainda assim, são vícios concretos, cujas armadilhas são visíveis e podem ser afastadas, pois, se não podemos resistir às tentações, afastemo-nos delas. Eis aí algumas dificuldades que estão sempre por perto e podemos sempre nos afastar; cigarro, bebidas, jogos, e toda indução à dependência em que somos submetidos, até por força dos meios de comunicação.
Porém, deixar esses vícios, é fácil. Verdade, deixar de fumar, de beber, de jogar, é fácil. Sofra um naufrágio e fique 30 dias perdido no oceano, apenas com o equipamento de sobrevivência básico, que você deixa de fumar, de beber (álcool) e de jogar jogos de azar. É fácil.
Pois é, meus amados irmãos, fácil desse jeito!
Pois difícil mesmo, são os vícios que têm me atormentado, e que eu sei – agora sim – são os vícios difíceis (se não impossíveis) de serem enterrados em masmorras. São aqueles que não vemos, ou não queremos ver, e por isso mesmo, difíceis de serem afastados! São os nossos vícios comportamentais. São os vícios de comportamento, de relacionamento, de postura, e muitas vezes, nossos vícios de caráter. Esses aí, são os difíceis, e por isso mesmo, são os que devemos combater incessantemente. São os vícios que sobrevivem, dentro de nós, mesmo que saibamos deles e não os enfrentemos. São os terríveis. Daí eu dizer que deixar de fumar, de beber e de jogar, é fácil. Fácil se comparado com os nossos vícios de comportamento. Lutar contra um inimigo real, concreto, na verdade não é fácil, é possível. Lutar contra um inimigo que não podemos (ou não queremos) ver, é muito difícil, quase impossível.
Quantas vezes, somos dependentes do vício de imaginar que somos melhores que os outros, pensando sempre que podemos fazer melhor do que alguém fez.
Quantas vezes, somos dependentes do vício de julgar que nossas falhas foram cometidas por culpa de alguém, seja lá que for, que nos induziu ao erro.
Quantas vezes, atribuímos à alguém, a culpa pelos nossos erros.
Quantas vezes, somos acometidos do vício de impor a nossa vontade à outras pessoas, muitas vezes da nossa própria família.
Quantas vezes somos dependentes do vício da intolerância.
Nos julgar melhor que outros, atribuir a culpa dos nossos erros à outros, comportamento totalitário, intolerância, não é vicio??? Como não?  Basta olhar em qualquer bom dicionário, para ver que essas imperfeições de caráter são exatamente encaixadas na acepção de vício.
Assim, somos todos, de uma forma ou de outra, viciados. Mesmo sem querer, nos encaixamos no conceito de vício! E o pior, é que se não fizermos uma analise rigorosa dos nossos comportamentos, podemos ser viciados e não nos darmos conta disto.
Mas ser portadores desses vícios é tão ruim??? Na verdade é muito pior que isso.
Quando somos dependentes do cigarro, da bebida e do jogo, agredimos, magoamos, e ofendemos a nós mesmos, a nossa saúde e estabilidade emocional. Nossos familiares mais próximos, à nossa família na sua totalidade, e nossos amigos e relacionados, e finalmente à comunidade em que nos inserimos.
Quando somos viciados em atitudes nocivas de comportamento ou caráter, os mais prejudicados são as pessoas que nos cercam, familiares, amigos, relativos, e comunidade. Muitas vezes nem nos damos conta de nossos vícios (terríveis) de comportamento, porque não somos atingidos diretamente. Apenas percebemos que as pessoas se afastam de nós, que não conseguimos manter relacionamentos de amizade sincera, que freqüentemente somos assolados por crises de culpa e não temos ninguém à quem recorrer. Muitas vezes, somos tão amados, que –  mesmo sendo agressivos por intolerância ou outros mecanismos de defesa e agressão como forma de proteção pessoal – somos mantidos e aceitos, apesar da nossa agressividade.
Meus amados irmãos, fiquemos alertas! Os vícios de comportamento e caráter, são mais perigosos, pois são abstratos. A cada dia devemos buscar em nosso íntimo, onde se escondem os demônios comportamentais dentro de nós, e lutar contra eles.


                                                   José Ivan Abeid Viveiros
maio/2005

terça-feira, 30 de agosto de 2011


Até Quando ...

Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.

Maiakovski…


Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou um miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Bertold Brecht (1898-1956)



Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima,
Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;
Depois fecharam ruas, onde não moro;
Fecharam então o portão da favela, que não habito;
Em seguida arrastaram até a morte uma criança,
Que não era meu filho...

Cláudio Humberto, em 09 FEV 2007



O que os outros disseram, foi depois de ler Maiakovski.
Incrível é que, após mais de cem anos, ainda nos encontremos tão desamparados, inertes, e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos cidadãos os ossos roídos e o direito ao  silêncio:
porque a palavra, há muito se tornou inútil…

Até quando?...



segunda-feira, 22 de agosto de 2011



 
Rir é correr o risco de parecer tolo .
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas devemos correr os riscos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há  pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas  não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem .
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre !

Seneca ( orador romano que viveu entre 55aC e 39dC ) 
 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Depois de alguns meses, reaparece o "Pense, não doi" que havia sido excluído sabe lá por que. Fiquei preocupado, pois a CIA anda à minha procura só porque não gosto de certas coisas. De qualquer forma estamos de volta. Vamos ver até quando. Aliás...até quando !!!

Títulos que proporcionaram crescimento.

  • Eclesíastes
  • O Pêndulo de Foucauld
  • Kon Tiki e Eu
  • The Ilustrated Man
  • Dom Quixote de La Mancha
  • O Nome da Rosa

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