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Lins, São Paulo, Brazil
Livre Pensador, interessado em estimular o pensamento e o questionamento. Nunca se cansando de perguntar - por que?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Envelhecer

Ah, este envelhecer!

Envelhecer explodindo de vida, alimentando-se do prazer.
Envelhecer com os amigos, com os vizinhos, sem importar-se
muito com o dogma e a sombra do preconceito.
Envelhecer na santa paz de Deus, com a genética que Ele nos deu, envelhecer com Fé.
Fé, paciência divina, que sustenta o espírito e faz da alma um
menino travesso, sapeca e feliz...
Fé de um guerreiro e de um aprendiz.
Envelhecer com a saliva e o paladar presentes na boca, com as lágrimas banhando os olhos, com a pele bronzeada pelo sol e pela lua,
Envelhecer com um sorriso largo no rosto afável, Envelhecer como o bem que se quis,
enxergando-se à frente do nariz.
Envelhecer não é tão doloroso assim.
Para alguns é o fim do mundo, e eu me pergunto:
- O mundo tem fim?
Envelhecer é ganhar do tempo o tempo exato e lapidado para saber aproveitar, compartilhar, multiplicar todas as belezas e obras do sol nascente.
Por que a sua idade mente?
Envelhecer é fazer da abobrinha o prato do dia e do açúcar a festa de domingo.
Envelhecer é comer pela manhã, exercitar o corpo à tarde e relaxar ao anoitecer.
É ir a praia, ao mercadinho, é ver novela, é ir ao cinema, ao shopping, é estar perto do
que temos direito, é ser livre, é valorizar a pátria das células, o sangue que transita nas veias, e controlar a oxidação dos tecidos.
Envelhecer é trazer no peito a medalha dos filhos, dos netos, dos bisnetos...
é ver a cegonha várias vezes por ano, milhares de vezes sobrevoando o céu.
Envelhecer é dar o colo confortável, o ombro, o abraço, o beijo apaixonado na face de um mimo querido.
Saber envelhecer é qualquer carinho!
O que são as doenças?
Elas dão na gente e não nas pedras, dizia a minha avó.
Nunca escolhe o dia mais certo ou o mais errado para chegar e nem mesmo bate a nossa porta como uma convidada exemplar.
Doença é coisa de velho... você tem certeza do que fala ou pensa???.
Cuidado com a sua crença.
O controle da mente, a vontade de existir, a mão firme mesmo que frágil, um dia menos triste, espanta qualquer vírus, nos livra da maca, do convênio e da emergência.
Envelhecer é estar de bem com as árvores, é ver o pássaro colorido,
é respeitar o tempo da felicidade, é gostar-se como se gosta dos amigos.
Envelhecer é cantar, dançar, acreditar na sabedoria.
Envelhecer é algo que me anima, possui ritmo e melodia.
É experimentar prazeres e galgar descobertas.
Ah, este envelhecer transformou-se em arte, Van Gogh, Monet, Sinatra.
Envelhecer é dar bombom aos netos, é brindar a tecnologia.
Meu avô, minha avó... Velhos amados, que eu pude ter.
Estar velho, antigo, idoso seja qual for o nome dado, importa muito pouco o rótulo.
Importa muito mais a garantia de vida.
Os hormônios, a atividade física, são recursos que podemos optar sem desmerecê-los.
O sexo está no desejo e devemos a ele saciar.
Amigos, aproveitem, envelheçamos sem preconceitos, quero vê-los na casa dos 90 com os nossos 30, 40, 50, 60 e etc.
Quero estar onde vocês estiverem, com ou sem rugas, com ou sem cabelos brancos,
mas repletos de paz e alegria!
A vida não se aprende nas cartilhas, ela está em nossas mãos!
Envelhecer exige acima de tudo perseverança e muita paixão.
POEMA PARA DEUS

Deus, Pai bondoso, eu Vos encontro na natureza, Vossa filha e nossa mãe.
Eu Vos reconheço, Senhor, na poesia da criação, no vento que dedilha harmonias na cabeleira das árvores.
Nas cores que se apresentam tão diversificadas em matizes e gradações.
Nas águas que rolam, silentes, em córregos minúsculos, nas cachoeiras que se lançam, ruidosas, de alturas consideráveis, no verdor da grama que atapeta o jardim e as praças.
Reconheço-Vos, Pai, na flor dos jardins e pomares, na relva dos vales, no matiz dos campos, na brisa dos prados.
Senhor, eu Vos encontro no perfume das campinas, no murmúrio das fontes, no rumorejo das menores ramificações das copas das árvores.
Também Vos descubro na música dos bosques, na placidez dos lagos, na altivez dos montes, na amplidão dos oceanos, na majestade do firmamento.
E estais ainda nas auroras polares, no argênteo da lua, no brilho do sol, na fulgência das estrelas, no fulgor das constelações.
Deus! Reconheço-Vos na formação das nebulosas, na origem dos mundos, na gênese dos sóis, no berço das humanidades, na maravilha, no esplendor, no sublime do Infinito!

Do site “Momento Espírita” com base em poema de Eurípedes Barsanulfo.

APRENDAMOS À CALAR
Aprenda a silenciar a palavra que sai gritada de seus lábios, ferindo a sensibilidade alheia e lhe deixando à mercê das companhias inferiores.
Aprendamos a silenciar a palavra suave, mas cheia de ironia que sai de sua boca ridicularizando, humilhando a quem se dirige e que nos intoxica, provocando a dor de estômago, as náuseas ou a enxaqueca.
Aprendamos a silenciar o murmúrio que sai entre dentes, destilando raiva e rancor e atingindo o alvo, que fere como punhal ao tempo em que nos fragiliza a ponto de não se reconhecer, de se assustar consigo mesmo.
Aprendamos a calar...
Aprendamos a calar o pensamento cruel que lhe passa na mente e que, por invigilância, se detém nele mais do que deveria. Nos ficaríamos assustados se pudéssemos ver a nossa máscara espiritual distorcida.
Aprendamos a calar o julgamento que extrapola o que vê e o que sabe, levando-o a conjeturar sobre o outro, o que não sabe e não viu, plasmando idéias infelizes que são aproveitadas pelos opositores daquele que é julgado.
Aprendamos a calar...
Aprendamos a calar todo e qualquer sentimento indigno, zelando pelas nascentes do nosso coração, para que não macule e não seja maculado.
Aprendamos a vigiar os sentimentos para que cada dia, mais atento e vigilante, saia da esfera mesquinha a que se aprisiona voluntariamente, e possa alçar vôos mais altos e sublimes.
Aprendamos a calar...
E, enquanto não consegue deixar de gritar, falar, murmurar, pensar cruelmente e julgar, insistamos em orar nesses momentos. Nem que as frases lhe pareçam desconexas e vazias de sentimento.
Insistamos na oração até que, um dia, nos outros oremos não com palavras nem pensamentos, mas todo o nosso sentimento, de amor, amor puro e verdadeiro em ação, dinâmico, envolvendo os outros e a si mesmo, verdadeiro discípulo que conseguirá ser.
Aprendamos, definitivamente, a calar!

Títulos que proporcionaram crescimento.

  • Eclesíastes
  • O Pêndulo de Foucauld
  • Kon Tiki e Eu
  • The Ilustrated Man
  • Dom Quixote de La Mancha
  • O Nome da Rosa

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