MELINDRES, SUAS MAZELAS...
Em nosso
entendimento, um dos maiores entraves para o nosso desenvolvimento é o
melindre.
O melindre
é o verdadeiro vírus da discórdia. Ele ataca sorrateiramente a todos aqueles
que, invigilantes, dão valor maior do que o devido a si mesmo. O amor próprio
tem um limite.
Ter amor
próprio na dose certa é importante. Precisamos nos amar, cuidar de nossa boa
aparência e gostar de nós mesmos.
Esse amor
não pode superar o limite do razoável. Quando passamos a nos julgar superiores
a nossos irmãos, avançamos para a vaidade, para o orgulho, para a falsa
superioridade. Ao atingir esse estágio perigoso, todas as ideias, observações
ou palavras de nossos semelhantes que são contrárias ao nosso ponto de vista
nos machucam muito.
Surge
então o melindre. Não admitimos ser contrariados. Não aceitamos opiniões
diferentes. Nos enchemos de mágoa, de não me toques. E o pior é que isso nos
entristece, nos tira do equilíbrio, trazem consequências físicas e afetam
profundamente nosso relacionamento com pessoas queridas.
A mágoa
destrói nossas resistências orgânicas. Ela obstrui os nossos canais
responsáveis pela circulação sanguínea e pelo equilíbrio de nosso corpo físico.
O melindre
é causa de muitas discussões que poderiam ter sido evitadas. Bastaria uma
atitude de tolerância, de compreensão. Todos nós, espíritos ainda imperfeitos
vivendo na Terra, estamos sujeitos a ter atitudes e a falar palavras ofensivas
a nossos irmãos, e que a tolerância mútua e o perdão podem transformar em
coisas banais e sem importância os episódios que julgamos terríveis ofensas que
nos fazem.
Uma
pequena discussão entre marido e mulher pode trazer muita discórdia e até
separações por causa do melindre. Tolerância é ainda o melhor remédio para a
manutenção da paz em todos ambientes.
O mesmo
acontece entre pais e filhos, entre irmãos e entre amigos, muitas vezes
provocando o afastamento de pessoas que se amam, apenas por terem se deixado
levar pelo melindre. Muitas entidades religiosas respeitáveis e até
instituições fraternais podem ser atingidas por esse terrível vírus.
Temos que
combater esse mal. O caminho para isso é seguir os ensinamentos e o exemplo de
Jesus.
Vamos
contar até dez, respirar fundo, combater o ato de nos julgar superiores, ouvir
o que o outro nos fala, ponderar com calma sem alterar a voz, analisar todos os
ângulos do que diz nosso oponente, são algumas coisas que podemos fazer para
sufocar nosso amor próprio ferido. Lembremos de que não somos o centro do
universo, e que todos podem ter opiniões diferentes sobre qualquer assunto. Nosso
grande erro é querer impor a nossa verdade ao nosso semelhante.
E
gritamos. E nos descontrolamos.
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