MAGIA
Existem duas
formas de magia.
Há uma magia,
que é obra do espírito das trevas e visa a ruína do homem através de artifícios
de que não é lícito falar.
Mas há uma
magia que é obra Divina, onde a ciência de Deus se manifesta através da ciência
do homem; que serve para transformar a natureza, e um de cujos fins é prolongar
a vida humana.
Esta é a
magia santa, a que os sábios deveriam se dedicar sempre, não só para descobrir
coisas novas, mas para redescobrir muitos segredos da natureza, que a sabedoria
Divina revelara aos Hebreus, aos Gregos, e a outros povos antigos, inclusive
aos chamados infiéis.
Porém, nem
todo povo de Deus está pronto para aceitar tantos segredos, e por esta razão,
tantas vezes aconteceram que os depositários conhecedores destas ciências,
foram tomados por magos ligados por pactos com o demônio, pagando com a própria
vida o desejo que tiveram de tornar outros, partícipes da riqueza do seu
conhecimento.
É bom que
certos segredos permaneçam encobertos por discursos ocultos.
Os segredos
da natureza não circulam em peles de ovelhas.
Ao comunicar
inadvertidamente muitos mistérios da natureza e da arte, infringe-se um sigilo
celeste e muitos males podem advir como conseqüência.
Isto não
significa que os segredos não devem ser revelados, mas compete aos sábios das
ciências decidir quando, como e a quem.
Tratando-se
de mistérios dos quais podem nascer tanto o bem quanto o mal, o sábio tem o
direito e o dever de usar uma linguagem obscura, compreensível somente aos seus
pares. O caminho da ciência é difícil, e é difícil distinguir nele o bem e o
mal.
Ivan – long
time ago...
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