AMOR DIVINO (II)
Como já disse antes, é impossível separar Deus, do amor!
Se pudermos em nossa acanhada - porém repleta de gloria capacidade de raciocínio, imaginar o que é este mágico sentimento, com certeza não poderemos nos expressar a não ser usando de metáforas, mas sem jamais conseguir demonstrar exatamente o que é o amor.
Cada ser humano tem uma forma diferente de demonstrar seu sentimento, através de alguma manifestação ou recurso que torne possível a exteriorização de seu afeto, de seu carinho, seu amor por alguém, por alguma coisa, ou até mesmo pela vida, pela vontade de viver.
É possível usar imagens para definir o amor. Quando alguém deseja demonstrar seu sentimento, com certeza vai fazê-lo, usando algum artifício que aos olhos humanos, é bonito, harmonioso e agrada o alvo de seu sentimento.
Quantas são as formas conhecidas usadas para demonstrar o amor! Algumas pessoas, são como um livro aberto repleto de figuras, onde é possível identificar de imediato o que lhe passa pela alma. Outras, são também como um livro, porém escrito com tinta mágica, legível apenas para alguns.
Ás vezes, um sorriso é suficiente, para que se demonstre o sentimento. Um gesto, uma palavra, uma frase, uma música.
Uma música! Você aí já se pegou chorando ao ouvir uma música? Chorando sem saber a razão. Apenas deixando fluir pelo espelho da alma lágrimas que brotam como um eco à música; como se o peito fosse uma imensa catedral, ás vezes repleta pela existência de um “bem-querer segredo e sagrado”, às vezes ampla, acolhedora e aconchegante à espera de uma alma gêmea. Como se a música ao atravessar o ouvido ligasse todos os sistemas de alerta dos sentidos. E aí você deixa vazar o sentimento pelos olhos.
É lindo chorar ao ouvir uma música; não o chorar de tristeza, porque tendo amor, ninguém nunca é triste. Às vezes tem lá um que de melancolia, que não dá para explicar.
Não existe animal irracional, fera, que não se sensibilize pela música. A música é uma das formas mais lindas, para todos, e para tudo - veja que até as plantas manifestam-se positivamente - de expressar os sentimentos mais puros das criaturas de Deus.
Às vezes, imagino que os historiadores religiosos, ao descrever a criação do mundo, cometeram alguma falha, pois não dedicaram um dia especial para a música; veja como “soa” bem:
- no 1º dia Deus criou a terra, a luz, o dia e a noite;
- no 2º dia Deus criou o céu e separou as águas;
- no 3º dia Deus criou as arvores com suas flores e frutos;
- no 4º dia criou o sol, a lua e os astros do firmamento;
- no 5º dia Deus criou os peixes e as aves;
- no 6º dia criou os animais sobre a terra, o homem e a mulher;
- no 7º dia Deus chamou para Si Seus anjos de luz, pediu-lhes que tocassem música suave para Seus Ouvidos e então...
Então Deus abençoou o sétimo dia e descansou. Abençoada por Deus seja a música.
Abençoados sejam os que receberam de Deus a dádiva especial de recolher sons dispersos no espaço etéreo e criar música. O néctar especial que adoça nossa alma.
Lins, 20 de agosto de 1993.
Ivan Viveiros.
Nenhum comentário:
Postar um comentário